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Aqui nada acontece (às vezes)

“Bons ares”

Hoje parti com minha família para mais uma viagem. Desta vez fomos a Botucatu.

22 de janeiro de 2011 Posted by | Viagens | | Deixe um comentário

Uma viagem

Hoje eu e minha família fomos até a cidade de Salto, interior do estado de São Paulo, por uma iniciativa de minha mãe. Vamos então prosseguir com a minha enfadonha narrativa…

Ao lá chegarmos, meu pai pediu informações a um senhor em uma rua comercial da cidade. Depois seguiu e estacionou o carro na Praça da Bandeira, ao lado da Igreja Matriz da cidade, e quase em frente a um campus da CEUNSP. Apesar de ser um sábado, havia uma grande quantidade de alunos no local.
Na Praça Antônio Vieira Tavares tiramos fotos em frente à fonte lá existente. Numa das esquinas da praça há o edifício da Secretaria da Cultura e Turismo do município, e lá entramos. Um atendente estava ao telefone, e ao nos ver entrar tratou de com desculpas dispensar quem estava do outro lado da linha. Meu pai a ele começou a fazer questionamentos, enquanto eu e meu irmão viamos fotos que estavam postadas nas paredes da sala de espera. Quando atentei-me às explicações do atendente, ele estava a falar do Parque Rocha Moutonnée, do Monumento à Padroeira e por fim da Ponte Pênsil, que no momento estava interditada. Então agradecemos e dali saímos. Na frente da Secretaria estava uma carroça com um burro ali estacionada e duas jovens estudantes a rir e acariciar o animal.
Meus pais decidiram visitar a Praça Dr. Archimedes Lammoglia, por ser bastante próxima de onde estávamos (apenas alguns passos). Um dos carros que ali transitava parou para que pudéssemos atravessar a rua, e então chegamos na praça, que é parte do Complexo Turístico da Cachoeira.

Praça Dr. Archimedes Lammoglia
Sentei-me em um banco da Praça Dr. Archimedes Lammoglia para observar o Rio Tietê.

Infelizmente constatei algo que já esperava: o Rio Tietê é imundo. A quantidade de lixo presente em suas margens era enorme. Em algumas conversas que ouvi na cidade, o lixo estava mais aparente em decorrência das chuvas intensas dos dias anteriores, que elevaram o nível do rio, espalhando lixo pelas suas margens, e com o declínio do nível da água tornavam os dejetos visíveis.
No complexo turístico visitamos o Memorial do Rio Tietê, onde uma jovem simpática ali nos atendeu, fazendo questão de nos explicar um pouco sobre a história do rio. Aproveitei para ir a um deque que ali havia para poder tirar fotos da cachoeira, como vocês poderão ver a seguir.

Cachoeira
Uma foto da cachoeira do Rio Tietê no centro de Salto.

Cachoeira
O deque do Memorial do Rio Tietê, no canto inferior esquerdo da foto.

Após esta visita ao Memorial, fui até uma pequena ilha que fica ali ao lado, que é chamada de Ilha dos Amores. Segundo as placas indicativas do local, esta ilha tem este nome pois antigamente muitos casais iam ao local para namorar. A ilha já chegou a ser coberta pelas águas do Tietê durante uma grande enchente.

Ilha dos Amores
Eu na Ilha dos Amores. Ao fundo, comportas no Rio Tietê e a Rodovia Convenção Republicana.

Depois disso decidimos almoçar. Fomos ao centro para ver quais opções teríamos. Minha mãe perguntou a uma funcionária de uma loja se ela conhecia algum bom lugar para se "fartar com boas refeições", ao que foi respondida gentilmente pela moça sorridente. Fomos ao tal lugar, que possuía auto-serviço. Comi lasanha e salada; meu pai fartou-se com muita carne bovina e de frango, minha mãe comeu a sobremesa dela e de todo o resto da mesa e meu irmão, como de costume, comeu suas favoritas batatas fritas.
Saímos do restaurante e na esquina nos deparamos com uma balança eletrônica numa farmácia. Assim que meu pai a viu, instigou a todos nós para que nos pesássemos. O fizemos e seguimos nossa caminhada até uma pequena praça ao lado de um terminal de ônibus. Meu pai foi buscar o carro com meu irmão e eu e minha mãe os aguardamos ali sentados. Assim que chegaram, embarcamos para o próximo destino: o Parque Rocha Moutonnée.

Atravessamos a ponte sobre o Rio Tietê e seguimos pela estrada paralela ao rio, chegando em poucos minutos ao local. Chegamos simultâneamente com um casal em uma picape importada.
Logo na entrada há uma espécie de galpão com algumas placas informativas sobre a geologia do local, e ali ao lado está a rocha que dá nome ao parque.

Rocha Moutonnée
A Rocha Moutonnée. Na placa verde na parte inferior da foto lê-se: "Vamos cuidar que é nosso"; na placa azul ao lado lê-se: "Ajude a preservar o patrimônio de nossa cidade / Não suba na Rocha Moutonnée". Apesar do incentivo para cuidar da propriedade, é possível ver algumas pichações grafadas na rocha.

Um fato engraçado ocorreu: nós parávamos para tirar fotos em alguns locais, e logo após deixarmos a área, o casal que chegou junto conosco ia visitá-lo. Parece-me que o local não os agradou, pois praticamente logo após ver a rocha e circular um pouco em seu entorno, eles foram embora.
Caminhamos para a parte baixa do parque, e ali encontramos um senhor, funcionário do parque, a varrer folhas que cobriam uma das trilhas do local. Como é costume de meu pai, ele logo começou a cavaquear com o homem, fazendo-lhe diversas indagações. Pelo que vi, o senhor também era "bom de prosa", e como minha mãe e meu irmão víamos que o assunto estendería-se longamente, decidimos continuar a visita sem meu pai.
Seguimos pela trilha que beirava o Rio Tietê e constatamos de perto a poluição. A quantidade de garrafas plásticas era enorme. Vocês podem ver isso na foto abaixo.

20 de fevereiro de 2010 Posted by | Viagens | | Deixe um comentário